Em Goiânia e interior, as mobilizações para a realização da Marcha dos Usuários de Saúde Mental, no próximo dia 30 de setembro, ganham força e entusiasma usuários, familiares, amigos e simpatizantes da Luta Antimanicomial.
A Marcha dos Usuários de Saúde por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial levará milhares de pessoas à Brasília para exigir o cumprimento da Lei da Reforma Psiquiátrica (10.216), a efetiva implantação do Programa de Volta para Casa e dos CAPS III, reivindicar a realização da IV Conferência Nacional de Saúde Mental e a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).
A Marcha é organizada pela Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial – RENILA, com apoio do Conselho Federal de Psicologia, do CRP-09 e de todos os Conselhos Regionais de Psicologia do Brasil. Em Goiânia, o Fórum Goiano de Saúde Mental (FGSM), CRP-09 e demais parceiros são responsáveis pela organização e mobilização dos participantes da região. Na Capital, a concentração da Marcha será realizada no dia 30 de setembro, às 9 horas, em frente à Catedral, no Centro.
A programação ainda está em construção, mas já está marcada uma Audiência Pública na Câmara de Deputados para às 14 horas e uma Audiência com o Secretário Nacional de Economia Solidária (SENAES) Paul Singer, às 16 horas, no Ministério do Trabalho e Emprego, localizado no bloco “F” da Esplanada dos Ministérios.
O Sistema Conselhos, o CRP-09 e FGSM entendem que a sociedade precisa se unir e participar da Luta Antimanicomial, principalmente, neste momento em que forças contrárias à Reforma Psiquiátrica Brasileira, em movimento organizado, utilizam os meios de comunicação de massa, numa verdadeira campanha para frear e desacreditar o Sistema Único de Saúde – SUS e nossas conquistas da Luta Antimanicomial.
Nesses meios de comunicação são ouvidas autoridades e profissionais “doutores na matéria”. Casos mal sucedidos são pinçados e apresentados como regra, fragilizando o trabalho desenvolvido e influenciando negativamente a opinião pública, contra os avanços da Reforma Psiquiátrica.
A voz do usuário nunca aparece. Suas entidades não são procuradas pelos jornalistas e suas opiniões não são consideradas. Chega de covardia! Chega de manipulação da informação. Os usuários dos Serviços de Saúde Mental exigem que suas opiniões sejam levadas em consideração
Os usuários durante anos, foram vítimas do abandono e da violência das internações psiquiátricas em hospitais asilares ou modernizados. São eles quem pode dizer o que querem. São eles, os que hoje frequentam os Serviços Substitutivos e que tem sua cidadania e inclusão social potencializada, é quem pode dizer que a Reforma Psiquiátrica Brasileira se constitui num patrimônio técnico, ético e político, do qual não estão dispostos a abrir mão. São eles, os usuários e familiares da Luta Antimanicomial, a prova viva de que os loucos podem viver em sociedade e que podem ser tratados em liberdade e com cidadania. Exigimos que a voz do usuário seja ouvida!
Por isso a RENILA convida para juntos chegarmos em Marcha rumo a Brasília, partindo de todo o Brasil, onde durante todo o dia participaremos de atividades político-cultural e mostraremos nossa Força.
CONFIRA QUEM APÓIA A MARCHA DOS USUÁRIOS
Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial
Associação Chico Inácio (AM)
Associação. dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de João Monlevade (MG)
Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais (MG)
Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental do Estado de Goiás (GO)
Associação Verde Esperança (MG)
Associação Loucos por Você (MG)
Fórum Cearense da Luta Antimanicomial (CE)
Fórum Gaúcho de Saúde Mental (RS)
Fórum Goiano de Saúde Mental (GO)
Fórum Mineiro de Saúde Mental (MG)
Instituto Damião Ximenes (CE)
Movimento dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental da Bahia (BA)
Movimento Pró-Saúde Mental do Distrito Federal (DF)
Núcleo Antimanicomial do Pará (PA)
Núcleo da Luta Antimanicomial da Paraíba (PB)
Núcleo de Estudos pela Superação do Manicômio (BA)
Núcleo Estadual de Saúde Mental (AL)
Núcleo Estadual do Movimento da Luta Antimanicomial (RN)
Núcleo Libertando Subjetividades (PE)
Núcleo Por Uma Sociedade Sem Manicômios (SP)
terça-feira, 29 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Sem Preconceitos
Observadas em todo reino animal e mais freqüentes entre espécimes em cativeiro, relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo podem ser uma forma de aliviar o stress, dissipar tensões sociais e obter ajuda para proteger os filhotes
Roy e Silo, dois pingüins nativos da Antártida, se encontraram, em 1998, num tanque do zoológico Central Park, em Nova York. Tão logo se viram, começaram a se exibir um para o outro. Primeiro se empoleiraram numas pedras, de onde mergulhavam na água. Depois se aproximaram, enroscaram os pescoços, emitiram grunhidos e acasalaram. Por fim, construíram um ninho e, juntos, esperaram pelo ovo que nunca viria: afinal, ambos são machos.
O zelador do zoológico, Robert Gramzay, assistiu a tudo com curiosidade. E resolveu ajudar a dupla, roubando um ovo de um verdadeiro casal de pingüins heterossexual, que não estava conseguindo chocá-lo. Gramzay o colocou no ninho de Roy e Silo, que se alternaram na tarefa de aquecer a futura cria debaixo de seus ventres gordos, até que depois de 34 dias, o filhote rompeu a casca e enxergou pela primeira vez o mundo. Era uma fêmea cinza e penugenta, que recebeu aconchego e alimento com a mesma dedicação observada em duplas formadas por machos e fêmeas.
Os pesquisadores estão descobrindo que este tipo de casal, constituído por indivíduos do mesmo sexo, é surpreendentemente comum no reino animal. Roy e Silo pertencem a uma das cerca de 1.500 espécies de animais já observadas, em que há evidências de homossexualidade, seja no ambiente selvagem, seja em cativeiro. Alguns estudos indicam ainda que essas relações podem acontecer tanto entre machos, como entre fêmeas, jovens e idosos, espécies de hábitos solitários ou sociais, e em todos os níveis da escala evolutiva animal: de insetos a mamíferos.
Mas, ao contrário do que fazemos em relação às pessoas, não podemos dizer com certeza que esses bichos são gays, pois um animal que participa de uma prática homossexual não necessariamente evita relações heterossexuais. Tudo indica, aliás, que relações entre indivíduos do mesmo sexo sejam algo esperado na vida em sociedade de várias espécies, embora não haja sujeitos estritamente gays. Muitos deles poderiam ser classificados, portanto, como bissexuais. “Para os animais não existe identidade sexual. Eles só se importam com o sexo”, diz o sociólogo Eric Anderson da Universidade de Bath, Reino Unido.
O estudo das relações homossexuais em diversas espécies pode elucidar as origens evolutivas desse comportamento. Pesquisadores estão revelando, por exemplo, que os indivíduos podem se unir a outros do mesmo sexo para dissipar tensões sociais, proteger seus filhotes, manter a fertilidade quando parceiros do sexo oposto são escassos – ou simplesmente porque é divertido. Essas observações sugerem, para alguns, que a bissexualidade é natural entre animais e, possivelmente também para o Homo sapiens. “As categorias gay e heterossexual são construídas social e culturalmente pelos seres humanos”, observa Anderson.
Roy e Silo, dois pingüins nativos da Antártida, se encontraram, em 1998, num tanque do zoológico Central Park, em Nova York. Tão logo se viram, começaram a se exibir um para o outro. Primeiro se empoleiraram numas pedras, de onde mergulhavam na água. Depois se aproximaram, enroscaram os pescoços, emitiram grunhidos e acasalaram. Por fim, construíram um ninho e, juntos, esperaram pelo ovo que nunca viria: afinal, ambos são machos.
O zelador do zoológico, Robert Gramzay, assistiu a tudo com curiosidade. E resolveu ajudar a dupla, roubando um ovo de um verdadeiro casal de pingüins heterossexual, que não estava conseguindo chocá-lo. Gramzay o colocou no ninho de Roy e Silo, que se alternaram na tarefa de aquecer a futura cria debaixo de seus ventres gordos, até que depois de 34 dias, o filhote rompeu a casca e enxergou pela primeira vez o mundo. Era uma fêmea cinza e penugenta, que recebeu aconchego e alimento com a mesma dedicação observada em duplas formadas por machos e fêmeas.
Os pesquisadores estão descobrindo que este tipo de casal, constituído por indivíduos do mesmo sexo, é surpreendentemente comum no reino animal. Roy e Silo pertencem a uma das cerca de 1.500 espécies de animais já observadas, em que há evidências de homossexualidade, seja no ambiente selvagem, seja em cativeiro. Alguns estudos indicam ainda que essas relações podem acontecer tanto entre machos, como entre fêmeas, jovens e idosos, espécies de hábitos solitários ou sociais, e em todos os níveis da escala evolutiva animal: de insetos a mamíferos.
Mas, ao contrário do que fazemos em relação às pessoas, não podemos dizer com certeza que esses bichos são gays, pois um animal que participa de uma prática homossexual não necessariamente evita relações heterossexuais. Tudo indica, aliás, que relações entre indivíduos do mesmo sexo sejam algo esperado na vida em sociedade de várias espécies, embora não haja sujeitos estritamente gays. Muitos deles poderiam ser classificados, portanto, como bissexuais. “Para os animais não existe identidade sexual. Eles só se importam com o sexo”, diz o sociólogo Eric Anderson da Universidade de Bath, Reino Unido.
O estudo das relações homossexuais em diversas espécies pode elucidar as origens evolutivas desse comportamento. Pesquisadores estão revelando, por exemplo, que os indivíduos podem se unir a outros do mesmo sexo para dissipar tensões sociais, proteger seus filhotes, manter a fertilidade quando parceiros do sexo oposto são escassos – ou simplesmente porque é divertido. Essas observações sugerem, para alguns, que a bissexualidade é natural entre animais e, possivelmente também para o Homo sapiens. “As categorias gay e heterossexual são construídas social e culturalmente pelos seres humanos”, observa Anderson.
70 anos da Morte de Freud
Sigmund Freud é um dos personagens mais citados do último século. Coleciona tanto títulos como críticas e discordâncias: enquanto uns o consideram o “descobridor do inconsciente” outros já o qualificaram como charlatão e embusteiro intelectual. Mas o célebre neurologista, que morreu em 23 de setembro de 1939, há exatos 70 anos, não foi o primeiro a voltar sua atenção para a atividade psíquica. No âmbito da filosofia, desde o Iluminismo já era de conhecimento geral a existência de uma esfera na qual se desenrolam processos psíquicos inconscientes que co-determinam o que pensamos e sentimos, assim como o que fazemos ou deixamos de fazer. Os românticos do início do século XIX chegaram mesmo a basear nesse conhecimento toda sua produção intelectual. Do ponto de vista científico, porém, o inconsciente era terra incógnita até que Freud começa-se a mapeá-lo.
Suas teorias foram instigadoras de polêmicas. Quando escreveu A sexualidade na etiologia das neuroses, em 1898, defendendo, pela primeira vez, a existência da sexualidade infantil, causou escândalo entre os médicos vienenses. Cerca de um ano antes, tinha se desiludido com as pacientes histéricas. Na famosa carta de 21 de setembro de 1897 ao amigo e interlocutor Wilhelm Fliess, o criador da psicanálise diz: “Não acredito mais na minha neurótica”, referindo-se a sua conclusão de que os relatos de sedução na infância, feitos pelas pacientes, não correspondiam ao que, efetivamente, tinha ocorridos em suas vidas.
Posteriormente, em A interpretação dos sonhos, de 1900, Freud já detinha na questão sexual e suas formas inconscientes de expressão. Ao afirmar que a produção onírica é “a via régia que conduz aos conhecimentos do inconsciente”, apresentou um aspecto inovador para a compreensão da mente humana, enfocando a produção onírica como própria do sujeito – e não externa ele. Uma produção psíquica, aliás, repleta de desejos inconscientes reveladora da sexualidade, dado que os sonhos permitiriam a realização de desejos recalcados.
Ainda de acordo com ele, se nos aprofundarmos na análise dos sonhos, por meio da associação livre, chegaremos a conteúdos latentes repletos de conotações eróticas, resquícios de desejos sexuais infantis. Porém, para que conteúdos reprimidos possam burlar a autocensura, ainda que parcialmente, surgem travestidos por dois tipos de símbolos universais (presentes em diferentes culturas e épocas) e individuais (que ganham sentido para quem sonha).
Mais de um século após a publicação dos primeiros textos freudianos muitos pensadores partiram de suas construções para propor outras formas de compreender o ser humano e seu funcionamento. Podem-se repudiar suas ideias ou comungar com elas, aceitá-las ou não, mas algo é certo: é impossível ficar indiferente. “Hoje sabemos que não se trata de provar que Freud tinha razão – mas a psicanálise e pesquisa cerebral não precisam se contradizer”, diz o neuropsicanalista Mark Solms.
Suas teorias foram instigadoras de polêmicas. Quando escreveu A sexualidade na etiologia das neuroses, em 1898, defendendo, pela primeira vez, a existência da sexualidade infantil, causou escândalo entre os médicos vienenses. Cerca de um ano antes, tinha se desiludido com as pacientes histéricas. Na famosa carta de 21 de setembro de 1897 ao amigo e interlocutor Wilhelm Fliess, o criador da psicanálise diz: “Não acredito mais na minha neurótica”, referindo-se a sua conclusão de que os relatos de sedução na infância, feitos pelas pacientes, não correspondiam ao que, efetivamente, tinha ocorridos em suas vidas.
Posteriormente, em A interpretação dos sonhos, de 1900, Freud já detinha na questão sexual e suas formas inconscientes de expressão. Ao afirmar que a produção onírica é “a via régia que conduz aos conhecimentos do inconsciente”, apresentou um aspecto inovador para a compreensão da mente humana, enfocando a produção onírica como própria do sujeito – e não externa ele. Uma produção psíquica, aliás, repleta de desejos inconscientes reveladora da sexualidade, dado que os sonhos permitiriam a realização de desejos recalcados.
Ainda de acordo com ele, se nos aprofundarmos na análise dos sonhos, por meio da associação livre, chegaremos a conteúdos latentes repletos de conotações eróticas, resquícios de desejos sexuais infantis. Porém, para que conteúdos reprimidos possam burlar a autocensura, ainda que parcialmente, surgem travestidos por dois tipos de símbolos universais (presentes em diferentes culturas e épocas) e individuais (que ganham sentido para quem sonha).
Mais de um século após a publicação dos primeiros textos freudianos muitos pensadores partiram de suas construções para propor outras formas de compreender o ser humano e seu funcionamento. Podem-se repudiar suas ideias ou comungar com elas, aceitá-las ou não, mas algo é certo: é impossível ficar indiferente. “Hoje sabemos que não se trata de provar que Freud tinha razão – mas a psicanálise e pesquisa cerebral não precisam se contradizer”, diz o neuropsicanalista Mark Solms.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Pênis é alvo de fobia rara
A pessoa fica paralisada, tem taquicardia, sudorese, tremores, sensação de desmaio e até o próprio desmaio. Esses sintomas lembram uma crise de pânico ou alguma fobia. Quase. É fobia, sim, mas um tipo bem raro, a falofobia. Falo + fobia = pênis + aversão (mais que medo). Ou seja, é o medo irracional do membro masculino e das situações a ele relacionadas.
A princípio, é comum imaginar que isso acontece com uma mulher que teve traumas ou sofreu alguma violência sexual. Assim, desenvolve aversão ao pênis. Não necessariamente. "A falofobia pode acontecer com homens e mulheres, às vezes sem ter violência presente", disse a psicóloga e sexóloga Carolina Gonçalves de Freitas, de Brasília, que, em seus dez anos de atendimento clínico, recebeu apenas uma paciente com esse quadro. "Antes eu só tinha conhecimento teórico sobre esse problema."
A falofobia, portanto, não tem como base uma simples relação de causa e efeito. A fobia sexual vai além: está conceituada, segundo a psicóloga, pela evitação e aversão em ter sexo com parceiros (as), situação em que estão presentes sentimentos de repulsa, ansiedade e medo. O problema não está só ligado à relação: a pessoa pode ter medo de olhar o pênis (ereto ou não), chegar perto, imaginar ou fazer sexo oral. "Dependendo do grau de medo, a pessoa não consegue ter relação sexual, pois não consegue nem ver o pênis. E o sexo começa pelo desejo", afirmou Carolina.
Se não são experiências sexuais ruins ou violência, o que causa a falofobia? Essa é uma pergunta ainda cheia de mistérios, como a mente humana. "Nesse caso, entramos na categoria de todas as fobias. E o componente muito forte em qualquer fobia é a ansiedade", disse a profissional. Segundo ela, não há, portanto, um motivo específico que possa desencadear essa fobia.
Tratamento
Assim como outras dificuldades sexuais, a falofobia pode ser tratada. Os sintomas e conflitos por ela disparados podem ser compreendidos e trabalhados. Para isso, é necessária, em primeiro lugar, a motivação pessoal. A conversa sobre o assunto também é um grande passo em busca da melhora.
Entre as formas de tratar o problema, está a terapia cognitiva comportamental, cujas técnicas geralmente são usadas nos tratamentos de todas as fobias. Na dessensibilização, é verificado por escala o limite de ansiedade da pessoa, até onde ela não dá mais conta. Ou seja, são apresentadas situações para ela ir aprendendo a lidar até chegar ao topo. Por exemplo, na escala de um a dez são colocadas as situações mais tranquilas para se trabalhar primeiro com o paciente. Ele aprende a superá-las e, quando chegarem as mais complicadas, será mais fácil lidar com elas. "Nesse caso, vai depender também do medo da pessoa: se é de olhar, de pênis ereto ou da relação sexual."
Nas fobias sexuais, Carolina disse que também se trabalha com a história de vida das pessoas, sua sexualidade e suas expectativas. "Às vezes, esbarramos na questão da educação sexual. Não é natural, mas as pessoas têm o costume de colocar medo nas crianças e nos adolescentes, como se sexo fosse um bicho-papão. Essa é outra questão a ser trabalhada juntamente com a fobia."
Exatamente por entrar no âmbito da educação, dos valores e da cultura de cada um, a fobia sexual é mais difícil de ser tratada, pois encontra resistência do paciente em falar sobre o assunto. "A paciente com falofobia que está em tratamento há um mês e meio chegou ao meu consultório e já falou sobre o assunto. Então foi possível detectar a fobia específica imediatamente, o que facilita o tratamento", disse Carolina. Se o paciente, no entanto, tiver dificuldade para falar, é preciso trabalhar isso antes, para que ele se solte e fale, e só depois tratar a fobia.
A princípio, é comum imaginar que isso acontece com uma mulher que teve traumas ou sofreu alguma violência sexual. Assim, desenvolve aversão ao pênis. Não necessariamente. "A falofobia pode acontecer com homens e mulheres, às vezes sem ter violência presente", disse a psicóloga e sexóloga Carolina Gonçalves de Freitas, de Brasília, que, em seus dez anos de atendimento clínico, recebeu apenas uma paciente com esse quadro. "Antes eu só tinha conhecimento teórico sobre esse problema."
A falofobia, portanto, não tem como base uma simples relação de causa e efeito. A fobia sexual vai além: está conceituada, segundo a psicóloga, pela evitação e aversão em ter sexo com parceiros (as), situação em que estão presentes sentimentos de repulsa, ansiedade e medo. O problema não está só ligado à relação: a pessoa pode ter medo de olhar o pênis (ereto ou não), chegar perto, imaginar ou fazer sexo oral. "Dependendo do grau de medo, a pessoa não consegue ter relação sexual, pois não consegue nem ver o pênis. E o sexo começa pelo desejo", afirmou Carolina.
Se não são experiências sexuais ruins ou violência, o que causa a falofobia? Essa é uma pergunta ainda cheia de mistérios, como a mente humana. "Nesse caso, entramos na categoria de todas as fobias. E o componente muito forte em qualquer fobia é a ansiedade", disse a profissional. Segundo ela, não há, portanto, um motivo específico que possa desencadear essa fobia.
Tratamento
Assim como outras dificuldades sexuais, a falofobia pode ser tratada. Os sintomas e conflitos por ela disparados podem ser compreendidos e trabalhados. Para isso, é necessária, em primeiro lugar, a motivação pessoal. A conversa sobre o assunto também é um grande passo em busca da melhora.
Entre as formas de tratar o problema, está a terapia cognitiva comportamental, cujas técnicas geralmente são usadas nos tratamentos de todas as fobias. Na dessensibilização, é verificado por escala o limite de ansiedade da pessoa, até onde ela não dá mais conta. Ou seja, são apresentadas situações para ela ir aprendendo a lidar até chegar ao topo. Por exemplo, na escala de um a dez são colocadas as situações mais tranquilas para se trabalhar primeiro com o paciente. Ele aprende a superá-las e, quando chegarem as mais complicadas, será mais fácil lidar com elas. "Nesse caso, vai depender também do medo da pessoa: se é de olhar, de pênis ereto ou da relação sexual."
Nas fobias sexuais, Carolina disse que também se trabalha com a história de vida das pessoas, sua sexualidade e suas expectativas. "Às vezes, esbarramos na questão da educação sexual. Não é natural, mas as pessoas têm o costume de colocar medo nas crianças e nos adolescentes, como se sexo fosse um bicho-papão. Essa é outra questão a ser trabalhada juntamente com a fobia."
Exatamente por entrar no âmbito da educação, dos valores e da cultura de cada um, a fobia sexual é mais difícil de ser tratada, pois encontra resistência do paciente em falar sobre o assunto. "A paciente com falofobia que está em tratamento há um mês e meio chegou ao meu consultório e já falou sobre o assunto. Então foi possível detectar a fobia específica imediatamente, o que facilita o tratamento", disse Carolina. Se o paciente, no entanto, tiver dificuldade para falar, é preciso trabalhar isso antes, para que ele se solte e fale, e só depois tratar a fobia.
Terapia pode diminuir inflamação em pacientes com câncer de mama e depressão .
Terapia psicológica é uma ótima aliada para pacientes recém-diagnosticadas com câncer de mama e que apresentam sintomas de depressão. Engana-se quem pensa que o motivo é apenas aliviar a esse problema. Também reduz os indicadores de inflamação no sangue, de acordo com um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos.
"A inflamação é considerada um fator de promoção do câncer, e a depressão e a inflamação predizem o aumento do risco de morte pela doença. Antes, nós sabíamos que a inflamação estava associada aos sintomas de depressão entre pacientes com câncer e que ambos são problemáticos, mas não sabíamos que tratar a depressão afetaria a inflamação", disse a coautora da pesquisa, Barbara Andersen, ao site Science Daily.
Para chegar a essa conclusão, os profissionais acompanharam 45 pessoas e as dividiram em dois grupos, sendo que apenas as de um deles receberam intervenções psicológicas. As sessões reuniam de oito a 12 pacientes e dois psicólogos, e foram realizadas semanalmente por quatro meses e, mensalmente, por oito meses.
Todos os participantes contaram com avaliações, que consistiam em entrevistas pessoais e questionários para avaliar humor, fadiga, estado de saúde e a influência da dor sobre a qualidade de vida. Os níveis de inflamação foram analisados por meio de amostras de sangue.
Ao final da pesquisa, que levou um ano, quem participou da terapia apresentou diminuições significativas nos sintomas de depressão, fadiga, dor e nos marcadores de inflamação. Os participantes do grupo de controle (sem terapia) não mostraram melhoras.
"Ansiedade ou sintomas significativos de depressão normalmente não são reconhecidos e podem até ser banalizados como uma 'resposta normal' ao câncer. Entretanto, aqueles com depressão precisam de tratamento, que pode demorar meses.
"A inflamação é considerada um fator de promoção do câncer, e a depressão e a inflamação predizem o aumento do risco de morte pela doença. Antes, nós sabíamos que a inflamação estava associada aos sintomas de depressão entre pacientes com câncer e que ambos são problemáticos, mas não sabíamos que tratar a depressão afetaria a inflamação", disse a coautora da pesquisa, Barbara Andersen, ao site Science Daily.
Para chegar a essa conclusão, os profissionais acompanharam 45 pessoas e as dividiram em dois grupos, sendo que apenas as de um deles receberam intervenções psicológicas. As sessões reuniam de oito a 12 pacientes e dois psicólogos, e foram realizadas semanalmente por quatro meses e, mensalmente, por oito meses.
Todos os participantes contaram com avaliações, que consistiam em entrevistas pessoais e questionários para avaliar humor, fadiga, estado de saúde e a influência da dor sobre a qualidade de vida. Os níveis de inflamação foram analisados por meio de amostras de sangue.
Ao final da pesquisa, que levou um ano, quem participou da terapia apresentou diminuições significativas nos sintomas de depressão, fadiga, dor e nos marcadores de inflamação. Os participantes do grupo de controle (sem terapia) não mostraram melhoras.
"Ansiedade ou sintomas significativos de depressão normalmente não são reconhecidos e podem até ser banalizados como uma 'resposta normal' ao câncer. Entretanto, aqueles com depressão precisam de tratamento, que pode demorar meses.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Expectativas
Todo mundo espera por alguma coisa…
Todo mundo cria expectativas,as alimenta, sonha com elas, as vezes ate nos apaixonamos por expectativas.
Fazemos expectativas pra tudo. Projetamos o nosso proximo minuto em base daquilo que esperamos ou pretendemos fazer.
Quando nos apaixonamos a gente cria expectativa de como será o namoro.Sonhamos e muitas vezes desejamos tanto que nossas expectativas sejam realizadas que pensamos tanto nela que acabamos nos distanciando do que é real e nos apaixonamos pelas nossas expectativas e ai quando vem a realidade, quando conhecemos a pessoa,ganhamos aquele susto e nos desiludimos…não desiludimos com a pessoa(acreditamos que seja) mas na verdade a desilusão é com aquilo que tanto imaginamos..
As vezes a gente sonha com um monte de projetos,com o curso da sua vida, com o show da sua banda predileta,com o baile de formatura,com o nosso casamento perfeito, com o encontro do amor a primeira vista,com o primeiro beijo e na maioria das vezes não acontece exatamente como sempre queremos.Nunca é perfeito como no cinema..
A questão é que temos dois principios psiquicos que rege a nossa vida ( existem mais dois, mas não vem ao caso agora) são o principio da realidade e o principio do prazer.Os dois coexistem e são conflituosos.Sempre queremos satisfazer nossas vontades, os nossos desejos, buscamos isso o tempo todo em varios aspectos,de varios modos.É uma necessidade que não podemos saciar e que nunca vamos deixar de ter.Mas ela vai de confronto com a realidade por que o nosso desejo é limitado com o que é real, e se submete a ele,ou deve se submeter a ele. Um exemplo, sempre queremos alguém perfeito,lindo que nos entenda,que nos aceite como nós somos,que ama os nossos defeitos,que nunca nos contrarie ou nos magoe,que nos faça feliz o tempo todo,e não existe pessoa perfeita, e ai nosso desejo topa de frente com a realidade.E ai tem gente que se frusta..
A Teoria da Relatividade determina que dois referenciais diferentes oferecem visões diferentes, e ambas perfeitamente aceitáveis, de uma mesma coisa. Em bom português, Einstein diria que dois olhares enxergam uma mesma coisa de modos completamente diversos, e isso, talvez mais do que qualquer coisa, justifique os desapontamentos, as dores e as decepções que nascem quando um ama e o outro cansa; um acredita e o outro mente, um investe e o outro tira; um acalma e o outro grita.
Temos que aprender a termos expectativas.Temos que sonhar e desejar sim, mas não esqueçer da realidade, e sempre deixar os nossos pés no chão.É bom termos a cabeça nas nuvens,mas o mais gostoso mesmo é sentir os pés tocando o chão!
Todo mundo cria expectativas,as alimenta, sonha com elas, as vezes ate nos apaixonamos por expectativas.
Fazemos expectativas pra tudo. Projetamos o nosso proximo minuto em base daquilo que esperamos ou pretendemos fazer.
Quando nos apaixonamos a gente cria expectativa de como será o namoro.Sonhamos e muitas vezes desejamos tanto que nossas expectativas sejam realizadas que pensamos tanto nela que acabamos nos distanciando do que é real e nos apaixonamos pelas nossas expectativas e ai quando vem a realidade, quando conhecemos a pessoa,ganhamos aquele susto e nos desiludimos…não desiludimos com a pessoa(acreditamos que seja) mas na verdade a desilusão é com aquilo que tanto imaginamos..
As vezes a gente sonha com um monte de projetos,com o curso da sua vida, com o show da sua banda predileta,com o baile de formatura,com o nosso casamento perfeito, com o encontro do amor a primeira vista,com o primeiro beijo e na maioria das vezes não acontece exatamente como sempre queremos.Nunca é perfeito como no cinema..
A questão é que temos dois principios psiquicos que rege a nossa vida ( existem mais dois, mas não vem ao caso agora) são o principio da realidade e o principio do prazer.Os dois coexistem e são conflituosos.Sempre queremos satisfazer nossas vontades, os nossos desejos, buscamos isso o tempo todo em varios aspectos,de varios modos.É uma necessidade que não podemos saciar e que nunca vamos deixar de ter.Mas ela vai de confronto com a realidade por que o nosso desejo é limitado com o que é real, e se submete a ele,ou deve se submeter a ele. Um exemplo, sempre queremos alguém perfeito,lindo que nos entenda,que nos aceite como nós somos,que ama os nossos defeitos,que nunca nos contrarie ou nos magoe,que nos faça feliz o tempo todo,e não existe pessoa perfeita, e ai nosso desejo topa de frente com a realidade.E ai tem gente que se frusta..
A Teoria da Relatividade determina que dois referenciais diferentes oferecem visões diferentes, e ambas perfeitamente aceitáveis, de uma mesma coisa. Em bom português, Einstein diria que dois olhares enxergam uma mesma coisa de modos completamente diversos, e isso, talvez mais do que qualquer coisa, justifique os desapontamentos, as dores e as decepções que nascem quando um ama e o outro cansa; um acredita e o outro mente, um investe e o outro tira; um acalma e o outro grita.
Temos que aprender a termos expectativas.Temos que sonhar e desejar sim, mas não esqueçer da realidade, e sempre deixar os nossos pés no chão.É bom termos a cabeça nas nuvens,mas o mais gostoso mesmo é sentir os pés tocando o chão!
Vampirismo agora é moda.
Primeiro foi Drácula, de Bram Stocker, uma das obras literárias mais conhecidas do mundo, escrita em 1897 e que colocou vampiros, o Conde Vlad e a Transilvânia no imaginário popular. Em 1922, surge o filme Nosferatu do alemão Murnau, totalmente copiado do livro de Stocker e inaugurando fascínio do cinema por esse tipo de personagem. Depois disso, veio Bela Lugosi com seu indefectível fraque, seguido de Christopher Lee em produções duvidosas, Cris Sarandon em A Hora do Espanto, Anne Rice com Lestat e suas crônicas vampirescas até chegarmos nos dias de hoje, com os sugadores de sangue mais em voga do que qualquer outro personagem fictício.
Na TV, temos True Blood, da HBO, que estreou sua segunda temporada com uma audiência de 3,4 milhões de espectadores e, no dia 17 de setembro, começa nos Estados Unidos o seriado The Vampire Diaries focado em uma garota vampira e seus conflitos com a família. Ainda no cinema, a série Crepúsculo atrai legiões de fãs, especialmente entre adolescentes. Os japoneses atacam com Blood: the Last Vampire. E produções, como o excelente Deixe Ela Entrar, do sueco Tomas Alfredson, se tornam merecidamente cult. Até mesmo o premiado diretor de terror, Guillermo del Toro (de Hellboy e O Labirinto do Fauno) se rende às criaturas da noite na série de livros Noturno (em breve em uma sala de cinema perto de você).
O jornal americano The New York Times publicou recentemente uma matéria tentando explicar os motivos do fenômeno que está atingindo os mais diversos meios culturais em todo o mundo. “O vampiro é o novo James Dean e existe algo muito tranquilo e sexy nesses jovens e eróticos predadores”, disse Julie Plec, roteirista e produtora executiva de The Vampires Diaries. Sensualidade e beleza são obviamente atrativos e nisso os vampiros o tem.
Na literatura moderna sobre esses personagens, eles são regularmente descritos como belíssimos e refinados. Além disso, aliam uma corrupção de padrões morais com glamour. “Eles despertam nas pessoas o questionamento de que tipo de monstro seríamos se simplesmente nos soltássemos sem limites”, disse o estilista Rick Owens, cujas peças em estilo gótico evocam os mortos-vivos.
A moda, aliás, também está sucumbindo à vampiromania. A edição de junho da badalada revista W. trouxe as andróginas criaturas em seus ensaios e a Vogue italiana aproveitou a tendência para apresentar modelos travestidas de vampiros, inclusive com sangue na boca. O estilo predominante agora, aliás, são os vestidos longos em em couro e e com muitos laços.
É bom lembrar que esse glamour predatório também já havia sido personificado por dois grandes ícones do mundo fashion, Catherine Deneuve e David Bowie, quando estrelaram o terror-chique dos anos 80 Fome de Viver. No filme, viviam dois imortais apreciadores de plasma extremamente ricos, elegantes e bonitos. E quem não gostaria de ser assim?
Existem também outras teorias que explicam o ressurgimento dos vampiros na sociedade contemporânea. O professor Michael Dylan Foster, do departamento de folclore da Universidade de Indiana afirma que especialmente depois dos atentados de 11 de setembro, a vigilância extrema e as teorias da conspiração inspiraram obras como Crepúsculo, já que ela foca justamente no temor de que algo secreto e perigoso ronda nossa sociedade (e de uma certa maneira, é a mesma premissa de True Blood, com vampiros “saindo do armário”).
Já o professor Thomas Garza, do departamento de estudos eslávicos e eurasianos da Universidade do Texas, vai um pouco mais longe. “Períodos de guerra, depressão econômica e desordem cultural aumentam a produção de ficção fantástica e focadas em vampiros. O conflito acaba voltando-se para dentro da pessoa quando passamos a questionar nosso status moral, político e fiscal. `Será que estamos sendo excessivos? Deveríamos nos conter mais?’. E hoje paracemos estar fazendo essas questões de novo”, afirmou.
E nem os vampiros escapam desses questionamentos. Desde que o morto-vivo Louis tinha suas crises depressivas na obra de Anne Rice, Entrevista com o vampiro, que alguns desses personagens tentam ter algum tipo de padrão de comportamento aceitável no meio dos humanos.
O próprio Edward, de Crepúsculo, é um verdadeiro cavalheiro. Apaixonado por Bella, reluta ao máximo em lhe sugar o sangue, já que se sentiria um monstro se o fizesse. E assim, obviamente, leitores e espectadores conseguem se identificar de imediato com uma figura fictícia. “Existem monstros tão maiores e mais realistas no nosso dia-a-dia, que ter alguém mordendo nosso pescoço e secando nosso sangue não parece tão assustador assim.”, disse Emily Rose, uma poeta de Chicago, devotada à vampiromania.
Na abertura de Fome de Viver, enquanto os vampiros escolhem suas vítimas em uma boate, o grupo Bauhaus canta ‘Bela Lugosi is dead’. Seguramente os novos sugadores de sangue abandonaram o fraque e o sotaque do leste europeu para andar entre nós. Bela Lugosi está mesmo morto. Assim, longa vida a Edward Cullen, Bill Compton, Lestat e Eli.
Na TV, temos True Blood, da HBO, que estreou sua segunda temporada com uma audiência de 3,4 milhões de espectadores e, no dia 17 de setembro, começa nos Estados Unidos o seriado The Vampire Diaries focado em uma garota vampira e seus conflitos com a família. Ainda no cinema, a série Crepúsculo atrai legiões de fãs, especialmente entre adolescentes. Os japoneses atacam com Blood: the Last Vampire. E produções, como o excelente Deixe Ela Entrar, do sueco Tomas Alfredson, se tornam merecidamente cult. Até mesmo o premiado diretor de terror, Guillermo del Toro (de Hellboy e O Labirinto do Fauno) se rende às criaturas da noite na série de livros Noturno (em breve em uma sala de cinema perto de você).
O jornal americano The New York Times publicou recentemente uma matéria tentando explicar os motivos do fenômeno que está atingindo os mais diversos meios culturais em todo o mundo. “O vampiro é o novo James Dean e existe algo muito tranquilo e sexy nesses jovens e eróticos predadores”, disse Julie Plec, roteirista e produtora executiva de The Vampires Diaries. Sensualidade e beleza são obviamente atrativos e nisso os vampiros o tem.
Na literatura moderna sobre esses personagens, eles são regularmente descritos como belíssimos e refinados. Além disso, aliam uma corrupção de padrões morais com glamour. “Eles despertam nas pessoas o questionamento de que tipo de monstro seríamos se simplesmente nos soltássemos sem limites”, disse o estilista Rick Owens, cujas peças em estilo gótico evocam os mortos-vivos.
A moda, aliás, também está sucumbindo à vampiromania. A edição de junho da badalada revista W. trouxe as andróginas criaturas em seus ensaios e a Vogue italiana aproveitou a tendência para apresentar modelos travestidas de vampiros, inclusive com sangue na boca. O estilo predominante agora, aliás, são os vestidos longos em em couro e e com muitos laços.
É bom lembrar que esse glamour predatório também já havia sido personificado por dois grandes ícones do mundo fashion, Catherine Deneuve e David Bowie, quando estrelaram o terror-chique dos anos 80 Fome de Viver. No filme, viviam dois imortais apreciadores de plasma extremamente ricos, elegantes e bonitos. E quem não gostaria de ser assim?
Existem também outras teorias que explicam o ressurgimento dos vampiros na sociedade contemporânea. O professor Michael Dylan Foster, do departamento de folclore da Universidade de Indiana afirma que especialmente depois dos atentados de 11 de setembro, a vigilância extrema e as teorias da conspiração inspiraram obras como Crepúsculo, já que ela foca justamente no temor de que algo secreto e perigoso ronda nossa sociedade (e de uma certa maneira, é a mesma premissa de True Blood, com vampiros “saindo do armário”).
Já o professor Thomas Garza, do departamento de estudos eslávicos e eurasianos da Universidade do Texas, vai um pouco mais longe. “Períodos de guerra, depressão econômica e desordem cultural aumentam a produção de ficção fantástica e focadas em vampiros. O conflito acaba voltando-se para dentro da pessoa quando passamos a questionar nosso status moral, político e fiscal. `Será que estamos sendo excessivos? Deveríamos nos conter mais?’. E hoje paracemos estar fazendo essas questões de novo”, afirmou.
E nem os vampiros escapam desses questionamentos. Desde que o morto-vivo Louis tinha suas crises depressivas na obra de Anne Rice, Entrevista com o vampiro, que alguns desses personagens tentam ter algum tipo de padrão de comportamento aceitável no meio dos humanos.
O próprio Edward, de Crepúsculo, é um verdadeiro cavalheiro. Apaixonado por Bella, reluta ao máximo em lhe sugar o sangue, já que se sentiria um monstro se o fizesse. E assim, obviamente, leitores e espectadores conseguem se identificar de imediato com uma figura fictícia. “Existem monstros tão maiores e mais realistas no nosso dia-a-dia, que ter alguém mordendo nosso pescoço e secando nosso sangue não parece tão assustador assim.”, disse Emily Rose, uma poeta de Chicago, devotada à vampiromania.
Na abertura de Fome de Viver, enquanto os vampiros escolhem suas vítimas em uma boate, o grupo Bauhaus canta ‘Bela Lugosi is dead’. Seguramente os novos sugadores de sangue abandonaram o fraque e o sotaque do leste europeu para andar entre nós. Bela Lugosi está mesmo morto. Assim, longa vida a Edward Cullen, Bill Compton, Lestat e Eli.
voltando....
Ih!
Fazia tanto tempo que eu não postava aqui....mas voltei novamente...tenho outro blog e sou acostumado mais com ele, mas estou aqui de volta e escreveremos por aqui,coisas sobre psicologia e ideias afins...as vezes escreverei coisas inteligentes...outras vezes coisas mais simples,mas sempre teremos coisas a dizer por aqui...
É bom estar de volta....
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